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Chuva emaralha o grid da Stock Car

Depois de uma manhã extremamente quente e abafada no Autódromo Internacional Ayrton Senna, as nuvens se fecharam e a água caiu com força

A definição do grid de largada para a 11ª e penúltima etapa da Stock Car, neste sábado (23) em Goiânia (GO), foi recheada de emoção, expectativa e algumas surpresas. Depois de um treino livre pela manhã sob extremo calor, a chuva resolveu aparecer 15 minutos antes do início da classificação, inclusive atrasando o começo da atividade.

A água adicionou um elemento extra de surpresa na definição do grid, quando a chuva parou no final do primeiro grupo do Q1, que inclui os 15 primeiros colocados no campeonato; isso significava que os pilotos do segundo grupo pegariam a pista em melhores condições e teriam melhores chances de avançar ao Q2.

Foi o que aconteceu com boa parte do grid. Pilotos como Cacá Bueno, Ricardo Zonta, Rubens Barrichello, Átila Abreu, Diego Nunes, Max Wilson e Ricardo Maurício, habituados a passarem ao Q2, ficaram na metade final do grid. Sempre entre os mais rápidos dos treinos livres com pista seca, Rafael Suzuki foi um dos que avançaram à segunda fase, depois que a Hot Car Competições – e todas as outras equipes – tiveram de correr para fazer ajustes nos carros para encararem a pista molhada.

Suzuki fechou o Q2 garantindo a 15ª posição no grid em um sábado que prometia muito mais caso a chuva não tivesse chegado. “Perdemos uma oportunidade de ir melhor. No Q1 eu já não senti um ritmo bom, mas conseguimos passar. No Q2 tentamos remediar, mas não funcionou. Não senti um equilíbrio legal para fechar entre os dez. Vamos pensar na corrida. Em condição de pista seca o carro está bom, então vamos ver a melhor estratégia”, analisou Suzuki, que sempre esteve entre os mais rápidos nos treinos livres com pista seca.

A pole position ficou com Gabriel Casagrande, seguido por Thiago Camilo, Cesar Ramos, Lucas Foresti, Felipe Fraga e Guga Lima.

A chuva começou a cair exatamente 18 minutos antes do horário marcado para o início da classificação, o que gerou uma correria nos boxes para a troca de pneus, de para-brisa (trocando o de acrílico pelo de vidro, mais seguro contra embaçamento) e de ajustes de suspensão para melhorar a aderência na pista escorregadia.

“Usamos o acerto que corremos no Velo Città, também com pista molhada, e lá o carro estava muito bom. Considerando que foi uma emergência, porque não havia chovido em nenhum momento e aí começou minutos antes da classificação, então a opção foi usar o caminho e a regulagem que fizemos lá. Parece que aqui nessa pista o acerto não funcionou, faltou aderência e acabamos ficando entre os 15, quando a expectativa era bem melhor. No seco nosso carro está muito rápido, andamos muito bem nos treinos e temos chances de entrar bem na disputa”, explicou Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car Competições.

Tuca Antoniazi deu sequência à sua adaptação na Stock Car com um “batismo de fogo”. Depois de participar de apenas dos treinos livres, sua primeira classificação na categoria já aconteceu com pista molhada. Uma situação longe da ideal para um estreante. “Particularmente, achei que ia ser um pouco mais fácil de pilotar em comparação com o Stock Light na chuva. O carro estava um pouco traseiro, mas não tenho do que reclamar. Foi fantástico. Espero tempo seco amanhã e uma corrida limpa”, disse o gaúcho, que sai da 28ª posição.

A 11ª e penúltima etapa da Stock Car tem a largada de suas duas provas neste domingo (24) às 11 e ao meio-dia. Ambas as corridas têm transmissão ao vivo pelo SporTV2.

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Contato: Cleber Bernuci
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