Últimas notícias

"Cheguei em uma hora boa na Stock", diz Rossi

Argentino acredita que pode andar no nível dos pilotos brasileiros nesta nova fase da categoria.

Matias Rossi tem um status diferenciado no grid da Stock Car: foi o piloto escolhido pela Toyota de seu país para representar a marca e, também, a forte tradição argentina no esporte a motor.

Aos 36 anos de idade, Rossi coleciona títulos em categorias importantes da Argentina: Turismo Carretera (2014), Top Race V6 (2019), Super TC2000 (2013) e TC 2000 (2006, 2007 e 2011). Piloto da equipe Full Time e parceiro de box de Rubens Barrichello, ele certamente formará com o ex-ferrarista uma das duplas mais eficientes do grid.

Modesto, apesar da carreira vitoriosa, Rossi, que é conhecido na Argentina como “O Míssil”, reconhece que terá um grande desafio pela frente na temporada que se inicia no próximo dia 26, em Goiânia. Mas diz que não tem pressa de chegar ao alto do pódio: “Sei que a Toyota, que me deu essa oportunidade, confia em mim”, pondera ele. “A pressão é minha comigo mesmo, vem da minha parte. Mas eu sigo tranquilo, sabendo que será uma missão difícil e que preciso ter paciência para progredir aos poucos na Stock Car”.

Em seu ano de estreia, Matias tem não apenas a responsabilidade de corresponder à altura a confiança depositada nele por uma das gigantes da indústria mundial. No fundo, ele sabe que carrega consigo a expectativa de um país inteiro. Com a palavra, O Míssil.

Stock Car – Os brasileiros têm grande expectativa quanto à sua temporada na Stock Car. Como os fãs argentinos veem sua participação na categoria brasileira?
Matias Rossi – O público argentino tem uma boa expectativa em relação à minha participação. E também estão ansiosos por acompanhar as minhas corridas no Brasil. Eu já corro profissionalmente na Argentina há muitos anos e isso também desperta um interesse. Inclusive meus colegas pilotos estão sempre me perguntando novidades, sobre o início da temporada da Stock Car. Eles estão muito interessados. Sim, acho que vamos ter muita gente na Argentina acompanhando as provas este ano – e isso vai ser muito bom.

Stock Car – O Stock Car é um carro difícil de pilotar. E não há treinos privados. Como você e a equipe têm trabalhado para facilitar a sua adaptação?
Matias Rossi – Eu sei que o Stock Car é um carro difícil, que tem suas particularidades. O Stock tem muita potência e é pesado, então a princípio é difícil de pilotar. Acredito que isso vai me cobrar um preço talvez na primeira corrida e nos primeiros treinos. Terei que me dedicar a uma adaptação, por que não conheço o carro e os circuitos. Mas estou há um bom tempo trabalhando muito com a equipe Full Time para a minha preparação prévia. Analisamos informações, dados do carro e das pistas, vídeos onboard e também uso o simulador em casa com as pistas que tenho disponíveis do Brasil.

Stock Car – Nunca um brasileiro foi campeão nas grandes categorias nacionais de turismo argentinas. E nunca um argentino fez o mesmo em uma grande categoria brasileira. Como você vê a possibilidade de se tornar o primeiro com potencial de quebrar essa escrita?
Matias Rossi – Eu acho que posso andar bem na Stock. Os pilotos brasileiros que competiram na Argentina tiveram sucesso, como é o caso do Cacá Bueno (no Sul-Americano de Superturismo), que é um piloto de primeiro nível no Brasil e quando veio à Argentina correspondeu à altura. Mas a ele faltou tempo para consolidar uma carreira no meu país. Há muito talento e capacidade tanto no Brasil quanto na Argentina. No meu caso, acredito que se tiver tempo, prudência e condições para me adaptar no Brasil, vou fazer um bom papel e até brigar pelos primeiros lugares.

Stock Car – Como será dividir o box com o piloto que mais disputou corridas na história da Fórmula 1? E que além disso também já é campeão da Stock Car?
Matias Rossi – Para mim será muito legal dividir o box com o Rubens Barrichello. Mas também com o Nelsinho Piquet e o Rafael Suzuki, que completam a equipe Full Time. No caso do Rubens, vai ser muito especial, pois o admiro desde pequeno. Ele é uma referência do automobilismo mundial. Posso dizer que será um sonho trabalhar no mesmo box que ele.

Stock Car – Você estará em uma grande equipe. Há alguma pressão para que brigue por vitórias imediatamente?
Matias Rossi – Não há pressão para que eu obtenha resultados rapidamente. Estou tranquilo. Sei que a Toyota, que me deu essa oportunidade, confia em mim. A pressão é minha comigo mesmo, quero muito brigar por bons resultados. Mas eu sigo tranquilo, sabendo que será difícil e que preciso ter paciência para progredir aos poucos na Stock Car.

Stock Car – O fato de o carro ser um novo projeto com várias novidades favorece pilotos que vão fazer a estreia em 2020?
Matias Rossi – Eu acho que isso vai me ajudar sim, no sentido de não estar em desvantagem em relação aos pilotos mais experientes da categoria. Todos os pilotos irão começar do zero com este carro. Então acho que chego na Stock Car em um bom momento.