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Camilo diz que Serra merecia punição por toque

"Não creio que ele fez de propósito, nossas disputas têm sido sempre limpas, mas foi uma atitude que merecia punição", diz piloto da Ipiranga.

A décima etapa da Stock Car, disputada no autódromo do Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), no último domingo (10), serviu para provar mais uma vez que Thiago Camilo é o piloto mais veloz da temporada 2019: ele fez a sexta pole position do ano e venceu a primeira corrida da rodada dupla com oito segundos de vantagem para o segundo colocado, Gabriel Casagrande.

Apesar da vantagem gigantesca para uma categoria extremamente competitiva como a Stock Car – na classificação Camilo conquistou a pole sendo apenas 9 milésimos de segundo mas rápido que Casagrande -, a prova foi tensa, porque os carros largaram com pneus de chuva, a pista foi secando ao longo da corrida e a estratégia adotada no pit stop obrigatório foi decisiva.

“Nossa equipe optou por esperar ao máximo para entrar no pit porque a pista ainda estava molhada, secando a cada volta, e botou pneus slick. A estratégia se mostrou acertada porque voltamos atrás apenas do (Felipe) Fraga, que tinha optado por continuar com pneus de chuva, a pista secou rapidamente e em duas voltas eu já tinha recuperado a liderança”, explica Camilo, que venceu pela quinta vez uma corrida principal na temporada 2019. Essa foi a 21ª pole position e a 28ª vitória do paulistano de 35 anos

Na segunda corrida, com grid invertido em relação aos dez primeiros da corrida principal, o piloto da Ipiranga largou em décimo, caiu para 12º e veio ultrapassando os adversários até ficar em quinto lugar, posição em que entrou no pit stop obrigatório, 2,8 segundos à frente do líder do campeonato Daniel Serra. Serrinha, contudo, botou menos combustível, fez uma parada mais rápida e voltou logo à frente de Camilo.

“Meu objetivo era chegar à frente do Serra para me aproximar ao máximo da liderança. Já tinha passado ele antes do pit a depois que ele voltou na minha frente, tive uma oportunidade quando ele ficou preso atrás do Diego Nunes. Acionei o botão de ultrapassagem e já estava com meio carro à frente entrando na curva quando o Daniel não me deu espaço, belisquei a zebra molhada e rodei. Não creio que ele fez de propósito, nossas disputas têm sido sempre limpas, mas foi uma atitude que merecia punição”, diz Camilo, que voltou à pista em 19º lugar e viu Serra, com dois terceiros lugares no domingo, ampliar a vantagem de 8 (após a Corrida 1) para 24 pontos. Bruno Baptista venceu a Corrida 2, com Diego Nunes em segundo. “O campeonato ficou mais longe, mas ainda está aberto. Vamos agora para Goiânia, onde fiz a pole e venci a corrida principal na terceira etapa desse ano. Vamos novamente tentar descontar o máximo de pontos”.

Bia Figueiredo voltou a pontuar nas duas corridas da etapa. Largou em 18º e chegou em 15º na corrida principal, e na segunda corrida chegou em 18º. “Para mim é bom pontuar nas duas corridas, mas poderia ter sido bem melhor. Na primeira, a largada em fila indiana, atrás do safety car, não é legal para quem está mais para trás. Mesmo assim ganhei posições. E chegaria perto ou no top 10 na segunda corrida, mas fiquei presa na hora da rodada do Thiago e acabei indo pra trás”.