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Baptista: "Impossível vencer duas etapas seguidas"

Piloto da RCM Motorsport vem de triunfo na corrida 1 da sexta etapa em Cascavel, mas acha difícil um repeteco no Velocitta.

Com um regulamento onde há maior influência em equilibrar as disputas, o Campeonato Brasileiro de Stock Car 2020 vem mostrando que, até agora, depois de seis rodadas e nove corridas, nenhum piloto que entrou numa etapa como líder e favorito chegou a vencer uma corrida daquela disputa.

Nesta 7ª etapa, domingo (18/10), a partir das 11 horas, no autódromo Velo Città, no interior de São Paulo, onde serão realizadas duas corridas de 30 minutos e mais uma volta cada uma, o líder é Cesar Ramos (Toyota Corolla Ipiranga Racing), que acumula 146 pontos sem ainda ter vencido nenhuma das 9 provas.

A maior dificuldade que os líderes vêm enfrentando nesta temporada é o peso extra de lastro que carregam em seus carros, conforme explica o jovem Bruno Baptista, que venceu a principal prova da sexta e última etapa da temporada, em Cascavel, mesmo ocupando atualmente a 12ª posição do campeonato, com 56 pontos a menos do líder.

“O lastro do sucesso está piorando o desempenho principalmente dos líderes, já que carregam 30 kg a mais de peso dentro do cockpit que os pilotos classificados de sexto em diante, que foi o meu caso na última etapa e será de novo na próxima. O único que, até agora, venceu uma corrida, entrando como líder numa etapa, foi o meu parceiro Ricardo Zonta que, na 3ª etapa, em Interlagos, na Corrida do Milhão, que por ter essa premiação especial não teve coincidentemente a regra de lastro utilizada”, alerta Bruno Baptista, piloto da equipe Toyota RCM Racing, que tem os apoios das empresas Webmotors, HERO, Pro Automotive, Loctite e NGK do Brasil.

Além do líder Cesar Ramos, com 30 kg a mais, os outros quatro pilotos que correrão no Velo Città com o lastro do sucesso, são o próprio Zonta (Toyota RCM Racing), com 25 kg por ocupar a vice-liderança, com 132 pontos; Thiago Camilo (Toyota Corolla Ipiranga Racing), com 20 kg, em terceiro, com 130 pontos; Ricardo Maurício (Chevrolet Cruze Eurofarma-RC), com 15 kg, em quarto, com 130 pontos; e Rubens Barrichello (Toyota Cruze Full Time Sports), 10 kg a mais, em quinto do campeonato, com 126 pontos.

Mesmo levando novamente a vantagem de menos peso em seu Corolla, como também ocorre com quase outros 20 participantes, Bruno Baptista, de apenas 23 anos, acredita que pode chegar a ter outro bom resultado, mas vai ser muito difícil conseguir nova vitória.

“O equilíbrio é tanto neste campeonato que, até agora, não houve nenhum piloto que conseguiu vencer duas provas de etapas seguidas. Isso já mostra a dificuldade que todos os pilotos estão tendo para serem perfeitos na condução do carro porque as diferenças de desempenho entre a maioria dos que andam na frente é muito pequena. Em Cascavel, na prova que venci, eu fiz a pole e joguei com todas as possibilidades que tinha para vencer a primeira prova e, graças a Deus, deu tudo certo. Valeu a pena a estratégia de nossa equipe, que sacrificou a segunda corrida”, finaliza Bruno Baptista.

Nesta 7ª etapa, Bruno Baptista ainda não decidiu com a equipe a tática que utilizarão para as duas corridas no Velo Città, adiantando que irá depender dos treinos oficiais de sábado. No ano passado, inclusive, foi na pista do interior de São Paulo que conseguiu a sua primeira vitória numa corrida de Stock, na segunda prova do dia, quando chegou a ser o piloto mais jovem, com 22 anos, a ganhar uma corrida da principal categoria do automobilismo brasileiro no ano passado.