Stock Car começa corrida de "gato e rato" em Curitiba

Circuito paranaense é o que mais desafia capacidade dos engenheiros no acerto dos carros

Com expectativa de frio intenso - a sensação térmica pode chegar aos quatro graus no início da manhã -, o Circuito Schin Stock Car abre nesta sexta-feira a quarta etapa da temporada com um velho desafio aos engenheiros das equipes: encontrar o acerto ideal do carro numa pista em que as rápidas mudanças nas temperaturas, aliadas a outros fatores, exigem uma correção de rota permanente nas regulagens. As atividades serão abertas às 10h30 com a realização do "shakedown", uma checagem básica de todos os sistemas, e prosseguirão à tarde, quando os pilotos deixarão os boxes para a única sessão de ensaios livres a partir das 15h10.

Localizado em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense, o autódromo que receberá a categoria pela 50ª vez é cercado por algumas das principais equipes da categoria. Mas a vizinhança próxima não significa muita vantagem para os locais, na avaliação do uruguaio Juan Carlos "Mico" Lopez, diretor-técnico da Prati-Donaduzzi, baseada a algumas centenas de metros do portão de entrada. "Nenhum circuito apresenta tantas mudanças na pista quanto este. O acerto do carro para a parte da manhã não serve para a tarde", assegura "Mico", comandante do time que ocupa a 4ª colocação entre as equipes e tem os pilotos Júlio Campos e Antonio Pizzonia atualmente em 2º e 16º respectivamente.

"Mico" diz que o conhecido clima instável de Curitiba é uma variável constante. "É difícil uma corrida aqui em que não chova em pelo menos um dia. Ficamos o tempo todo correndo atrás do acerto, como numa brincadeira de gato e rato. Desta vez, ainda teremos outro fator para considerar. Serão quatro categorias emborrachando a pista com compostos diferentes. As equipes de quatro carros têm um pouco mais de facilidade para encontrar o acerto, porque podem trabalhar em mais frentes", observa.

A Prati-Donaduzzi não tem um retrospecto dos mais favoráveis em Curitiba. "Mico" admite que os carros da equipe vêm rendendo mais em outros circuitos, mas acredita que a reviravolta na sorte está próxima. "Acho que vamos bem neste fim de semana. Olhei o histórico dos acertos de todas as últimas provas aqui e acredito que já sabemos como botar os carros na pista. Desta vez, nosso desempenho será melhor", imagina. Desde que o sistema de rodadas duplas foi implantado no ano passado, a equipe conquistou duas marcas notáveis: foi a única a ganhar duas vezes no mesmo dia, em Tarumã em outubro, e a colocar um piloto duas vezes no pódio - Campos no mês passado no Velopark. Com dois terceiros lugares, o piloto curitibano assumiu a vice-liderança - sua melhor posição desde a estreia em 2006 - com 59 pontos, apenas três atrás do pentacampeão Cacá Bueno (Red Bull).

Nesta quinta-feira, a movimentação ficou por conta da montagem da estrutura do evento. Sem outra programação, os pilotos passaram pelo autódromo a partir do meio da tarde para as reuniões técnicas iniciais e a reunião habitual com o diretor de prova. Nos boxes da Prati-Donaduzzi, o carrinho elétrico pintado com a conhecida cor roxa da empresa foi a atração do dia.