Qual é o tamanho do automobilismo no Brasil?

O Painel Brasil de Motorsports, realizado pela Mobil em São Paulo, trouxe respostas surpreendentes

Sempre que você ouve alguém dizer que parou de assistir Fórmula 1 ‘depois que o Senna morreu’ (e nós sabemos que isso é bastante frequente), fica aquela terrível sensação de que o esporte a motor hoje interessa a um grupo muito, muito restrito.

Mas será mesmo?

Essa percepção foi a primeira a ser trucidada diante dos executivos de grandes empresas do País, na abertura do 1º Painel Brasil de Motorsports, um fórum inédito promovido pela Mobil para discutir as tendências, os cases e as ações que envolvem as corridas.

Já no primeiro ciclo de debates, José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom, trouxe números absolutamente impressionantes sobre o cenário do automobilismo no Brasil.

O IBOPE Repucom vem coletando dados a pedido das empresas que investem no setor há mais de 15 anos. Hoje, esse monitoramento já se debruça sobre um total de 17 categorias do mundo inteiro, incluindo Fórmula 1 e Indy e campeonatos nacionais como Stock Car e Fórmula Truck, entre outros.

Pelas contas da empresa, o número de ‘superfãs’ de velocidade no País, ou seja, aquele cara ‘doente’, capaz de assistir todas as corridas na TV, ir aos autódromos e gastar dinheiro em itens relacionados ao esporte, é de 14,3 milhões de pessoas.

Sim, você leu direitinho. O Brasil tem mais de 14 milhões de aficionados por automobilismo.

Sendo assim, quais seriam então os números do futebol, simplesmente a maior paixão nacional? Acredite, não fica muito longe: há 25 milhões de superfãs de futebol no País.

Lembre-se: por superfã entenda não o cara que gosta do esporte, mas sim aquele que é muito, muito interessado pelo tema. Claro que a discussão que se seguiu foi em torno de onde estão e como atrair essas pessoas.

Outro dado impactante trazido pelo IBOPE Repucom foi a pesquisa de interesse por modalidade esportiva, onde o entrevistado assinalava os esportes preferidos por ele, numa escala de ‘muito interessado’, ‘pouco interessado’, etc. O automobilismo aparece em quarto lugar, atrás apenas do futebol, do vôlei e da natação.

Veja bem: tudo isso em ano de Olimpíada do Brasil.

Só pra matar sua curiosidade, MMA é o esporte que aparece em quinto lugar nessa lista, inflado pelos fãs ocasionais, aqueles que circulam entre diferentes modalidades de tempos em tempos. E que também são figuras fundamentais nos estudos do IBOPE Repucom.

Também participaram deste primeiro ciclo de debates Felipe Koslowski, do Facebook, Sandro Leite, da Ambev, e Emerson de Souza, do Palmeiras. Depois dessa visão mais ampla de mercado, vieram os painéis especificamente destinados a discutir o mundo da velocidade, formados por patrocinadores, promotores, pilotos e dirigentes.

No total, foram quatro ciclos de debate, diante de 85 pessoas envolvidas no esporte a motor. Todo mundo transmitindo e assimilando informações que podem ser usadas em benefício do automobilismo em um futuro bem próximo.

“Ficamos muito satisfeitos com o engajamento dos envolvidos no esporte a motor em trabalhar pelo seu fortalecimento. Ficou clara a importância de um momento de discussões como esse. Por isso, fazemos questão de manter a agenda do painel viva para os próximos encontros”, falou Pedro Pessôa, da Mobil, idealizador do painel.

Ou seja: tem tudo pra rolar de novo.

Outra curiosidade mostrada no Painel Brasil de Motorsports foi a lista dos cinco pilotos da Stock Car que mais trouxeram retorno de mídia aos patrocinadores neste ano. O líder é Cacá Bueno, pentacampeão da categoria. Atrás dele aparecem pela ordem: Rubens Barrichello, Felipe Fraga, Átila Abreu e Ricardo Maurício.

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