Escalando o pelotão

Mesmo saindo de posições intermediárias, ou do fundo do grid, pilotos da Red Bull Racing conseguiram pontuar

Daniel Serra e Cacá Bueno tiveram de escalar posição por posição para chegar ao top-5 na quinta etapa da temporada da Stock Car, disputada no último dia 26 em Tarumã (Viamão), no Rio Grande do Sul. Uma das pistas mais exigentes e manhosas do calendário.

Serrinha saiu do 12º lugar na primeira corrida para terminar em quarto. Cacá largou dos boxes na segunda corrida e mesmo assim recebeu a bandeirada em quinto. Com esses resultados, os dois continuam entre os dez melhores do campeonato.

Largando juntos no meio do grid, Cacá e Serrinha fizeram um início de corrida razoavelmente conservador. Ninguém é louco de sair derretendo pneus no asfalto abrasivo de Tarumã. Cacá se manteve em nono lugar e Serrinha subiu para décimo, logo atrás dele.

Esse cenário só foi alterado depois da intervenção do safety car, acionado para retirar o carro de Felipe Guimarães parado na pista.

Serrinha passou Cacá e começou uma escalada dessas espetaculares. Os alvos seguintes foram Lucas Foresti, Valdeno Brito, Vitor Genz e Rubens Barrichello. Essas manobras, associadas às movimentações de corrida, deram a Daniel Serra o quarto lugar na bandeirada.

Max Wilson venceu. Cacá Bueno tinha boas chances, mas perdeu rendimento na parte final da prova e ainda recebeu uma pancada de Rafael Suzuki, que resultou, inclusive, na punição do piloto adversário.

Dos males o menor: pelo menos deu pra levar o carro para os boxes, abastecer, trocar pneus e entrar renovado na segunda corrida.

Como os dez primeiros colocados largam em posições invertidas, Serrinha alinhou em sétimo lugar. Mas ele ainda teria de fazer um pit stop.

Cacá largou dos boxes, certo de que teria pneus e combustível para brigar como quisesse.

As coisas começaram a se complicar para Serrinha logo no início da prova, quando ele recebeu um toque na chicane e, por consequência, acabou acertando o carro de Valdeno Brito.

Valdeno deu uma entortada e Serrinha teve o fair play de tirar o pé e deixar o adversário voltar à frente. Só que nessa os outros concorrentes já haviam fugido lá na frente e foi muito mais suado marcar pontos.

Ele ainda conseguiu chegar em 14º, somando um pontinho. “Foi bom pensando no campeonato, porque eu cheguei aqui em quinto e estou saindo em terceiro. Eu sabia que precisava ser bem agressivo na primeira corrida, pra tentar pontuar bem, e foi o que a gente fez. Fui pra cima e deu certo. Na segunda corrida, ficou mais difícil logo no começo, quando recebi um toque na chicane. Mesmo assim, valeu por ter pontuado nas duas corridas”, disse.

Enquanto isso, Cacá ganhava as posições de quem ainda precisava parar e fazia uma série de ultrapassagens para subir na classificação. O carro não tinha o melhor equilíbrio, especialmente depois do toque na Corrida 1, mas Cacá forçou tanto quanto podia para terminar na quinta posição.

Júlio Campos venceu. “Na primeira corrida, eu tinha um bom ritmo e estava poupando equipamento, andando ali perto do Daniel e do Valdeno. Mas na segunda metade da prova, perdi equilíbrio e os pneus acabaram de um jeito que eu fiquei muito lento. Minha ideia era chegar pelo menos em décimo, pelos pontos e para largar na pole pelo grid invertido. Mas toda vez que eu apertava o push, o carro patinava. E foi aí que o Valdeno me passou. Depois, lá na chicane, acabei recebendo aquela batida e tivemos de mudar de estratégia, parando para abastecer e trocar pneus. Nessas condições, o resultado da segunda corrida foi bom, porque largamos dos boxes e conseguimos nos recuperar bem”, completou Cacá.