Corridaça de Bia Figueiredo

Piloto da União Química Racing partiu para cima dos adversários na segunda corrida de Londrina, alcançou o top-10, mas acabou sendo punida

Doze anos depois de sua última prova em Londrina, Bia Figueiredo voltou às pistas do traçado paranaense. A expectativa era alta, pois nos anos de 2003 e 2004, o Autódromo Internacional de Londrina era palco de grandes disputas da Fórmula Renault, categoria de acesso muito pleiteada por jovens que sonhavam chegar à uma categoria top do automobilismo mundial. A piloto, única mulher do mundo a vencer na categoria de monopostos, tinha como adversários os também atuais pilotos da Stock Car Brasil, Daniel Serra, Allan Khodair, Felipe Lapenna, Galid Osman, Diego Nunes e Marcos Gomes.

As duas corridas da rodada dupla proporcionaram ao público disputas de altíssimo nível. Com problemas na classificação, a equipe optou como estratégia largar dos boxes. Na primeira corrida, a mais longa e com duração de 45 minutos + 1 volta, Bia Figueiredo (União Química Racing) que já não tinha chances de brigar pelas primeiras colocações, focou em terminar a corrida e chegou na posição 21. “Como eu largaria de último, devido ao problema de sexta-feira, tentamos uma estratégia diferente na primeira corrida, mas não deu muito certo. Então acabamos focando na segunda prova”, comenta Bia.

Na segunda corrida, a estratégia era outra. Após largar entre os últimos colocados, Bia Figueiredo fez uma corrida surpreendente. Com várias ultrapassagens, a piloto mostrou que o objetivo era realmente brigar pelo top 10. “Na largada, já na segunda bateria, recebi um toque e acabei batendo forte no carro da frente, o que deixou a parte frontal do meu carro bem danificada, e isto me fez perder muito rendimento nas retas. Mesmo assim meu ritmo era rápido. Consegui fazer boas ultrapassagens e fui para cima. Pela primeira vez andei junto dos líderes. Foi fantástico. A duas voltas do final da prova a temperatura do motor aumentou muito, eu perdi bastante rendimento e acabei perdendo também duas posições. Mas o fim de semana foi ótimo. Gostaria de agradecer a todos da equipe pelo excelente trabalho que fizeram e, claro, aos meus patrocinadores pela fantástica parceria desse ano”, comemora Bia.

Bia terminou a prova na oitava posição. Logo depois, porém, ela foi penalizada com o acréscimo de 20 segundos em seu tempo de prova. A decisão dos comissários se baseou na batida com Guga Lima, da TMG Racing, na curva que antecede a reta dos boxes. Assim, a piloto caiu para a 17ª posição, tendo ficado sem pontos. Ela recorreu da decisão dos comissários, mas o veredito ainda não saiu.