Copo meio cheio para Guga Lima

Apesar dos problemas que impediram o piloto de somar pontos no Velopark, ele destaca a qualidade do carro preparado pela TMG Racing

A torcida gaúcha encheu as arquibancadas do Autódromo do Velopark para a segunda etapa da temporada e assistiu a duas corridas bem movimentadas na primeira rodada dupla da Stock Car 2016, que tiveram Cacá Bueno e Diego Nunes como vencedores. Guga Lima não teve vida fácil no menor circuito do calendário, mas destacou a evolução no trabalho que tem feito com a equipe TMG Racing.

Com a volta do formato de classificação em que cada piloto tem direito a apenas três voltas cronometradas, o brasiliense não conseguiu tirar o máximo de seu carro, e então planejava fazer corridas de recuperação visando a zona de pontos nas duas corridas. Saindo do fim do pelotão, Guga conseguiu fazer uma boa largada e ganhar várias posições na primeira volta. Porém, ainda na primeira parte da corrida, um problema no câmbio fez com que o mais jovem piloto do grid tivesse que recolher o carro #9 aos boxes, para efetuar reparos.

Na corrida 2, Lima fez novamente uma boa largada e já figurava na zona de pontos quando foi acertado por um adversário e perdeu posições. O piloto ainda teve mais um imprevisto, ao ficar preso atrás de um carro que rodou à sua frente e teve de dar a partida novamente após o carro apagar. Guga Lima completou as 22 voltas em 22º entre os 31 pilotos, mas ficou fora da zona de pontuação, que na corrida 2 abrange apenas os 14 primeiros colocados.

Apesar de esperar um resultado melhor na etapa, Guga ressaltou o bom ritmo apresentado e também o trabalho feito pela equipe durante a etapa no Rio Grande do Sul. Confiante em seu desenvolvimento a cada rodada com a TMG Racing, o piloto acredita que na próxima etapa - em que as possibilidades de estratégias diferentes serão maiores, devido ao novo regulamento que tornou os pit-stops opcionais - poderá concretizar a boa performance em pontos para o campeonato.

"Esse não era o resultado que esperávamos, mas tivemos uma série de reveses que tiraram nossas chances de pontuar bem nas duas corridas. O circuito do Velopark é muito curto, com poucos pontos de ultrapassagem, e aí as corridas ficam bem tumultuadas. É uma pena, mas temos de ressaltar que tínhamos um ótimo potencial, o carro estava competitivo, e continuar trabalhando para que na próxima etapa tudo se encaixe e possamos levar bons pontos para casa", disse.