Campos admite que luta pelo título está difícil

Ex-líder lamenta sucessão de quebras, fala em reação, mas diz que só "sequestro" pode parar Gomes

O paranaense Júlio Campos volta a correr em casa neste fim de semana com a sensação de que a fase de maus resultados nas últimas provas pode ser quebrada no Autódromo Internacional de Curitiba-Pinhais, mas admitindo que será difícil frear a arrancada do paulista Marcos Gomes (Voxx Racing) rumo ao seu primeiro título na Stock Car. O líder do campeonato soma 209 pontos contra 175 do carioca Cacá Bueno (Red Bull), seu mais direto perseguidor. Não bastasse a diferença folgada, Gomes vem registrando um desempenho impressionante nos treinos classificatórios, o que já o deixa com meio caminho andado nas corridas. "Das nove etapas realizadas, ele largou sete vezes na primeira fila na corrida mais longa, aquela que dá mais pontos. Foram quatro poles e três segundos lugares. Só duas vezes saiu em sexto. Acho que só o sequestrando para todos aumentarem as chances", brinca o piloto da Equipe Prati-Donaduzzi.

Campos está na 8ª colocação com 133 pontos, depois de ter ocupado a ponta da tabela após a quarta etapa, realizada no início de maio na capital do seu estado. Foi a primeira vez que um local ganhou no circuito da região metropolitana. Na sexta, menos de dois meses depois e no mesmo local, voltaria a conquistar uma posição expressiva com o 2º lugar no complemento da rodada dupla. O rendimento no traçado chegou a surpreender a própria equipe. "Curitiba nunca foi a nossa pista favorita, onde não tínhamos um bom retrospecto. Mas conseguimos melhorar o carro nesse circuito e isso nos anima para esta próxima etapa", continua Campos.

Apesar de enxergar um franco favoritismo em Gomes, Campos promete continuar lutando enquanto as possibilidades matemáticas existirem. "Temos de pensar em uma prova por vez. Será difícil, porque já não dependemos apenas de nós mesmos. O Marquinhos também não pode seguir com essa performance, a melhor de todos os tempos em treinos classificatórios de um piloto da Stock Car. De qualquer forma, a briga pelo terceiro e até segundo lugar ainda está aberta e temos condições de voltar a andar lá na frente. Nas últimas três etapas, sofri com o furo de um pneu, a quebra do motor e a do diferencial, o que não é normal."

A volta a Curitiba marca o final de uma pausa de mais de um mês depois de Campo Grande, cidade que voltou a receber a Stock Car após quatro anos. Apesar do novo infortúnio, Campos saiu animado com a evolução do acerto. "Era uma corrida para chegar ao pódio, mas a vibração que senti desde a largada foi aumentando cada vez mais até o diferencial quebrar. Mas o carro melhorou bastante nas curvas. Espero ter no fim de semana a mesma sorte que tive nas provas anteriores em Curitiba", completa.

As atividades de pista serão abertas na manhã da sexta-feira com o shakedown de 10 minutos para cada um dos dois grupos de 17 carros. À tarde, a partir das 14h40, serão realizados os treinos livres - 40 minutos para cada piloto.

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