Cacá Bueno: “Parecia que ia dar”

Pentacampeão teve bom início de prova em Interlagos e chegou a acreditar que o quase impossível hexa viria

Quando Cacá Bueno chegou em sua posição de largada – 26º do grid – na reta dos boxes de Interlagos olhou para frente e comentou: “Estamos longe para cambra!”, ao perceber a distância até os primeiros colocados. Tanto o pentacampeão quando Daniel Serra, 29º colocado, precisariam fazer uma excelente prova de recuperação. O que se viu nos 40 minutos de corrida, não foi bem o que a dupla da Red Bull Racing esperava.

Logo na largada, Cacá conseguiu contornar a primeira perna do S do Senna sem nenhum problema, mas na segunda acabou tocando na traseira de Max Wilson. Isso danificou a frente do seu carro, fazendo com que o pentacampeão fizesse uma parada não programada para tentar fixar o capô.

Ainda na primeira volta, duas curvas mais tarde, foi a vez de Marquinhos Gomes se envolver num acidente com vários outros carros, na Curva do Lago, ficando preso na barreira de pneus, provocando a entrada do safety car. O paulista ainda conseguiu chegar ao box, ficando com seis voltas de atraso. Parecia ter sido o começo de prova ideal para o pentacampeão.

Na relargada, Cacá começou a sua caça, já que precisava terminar entre os quatro primeiros para comemorar seu sexto título. Serrinha, por sua vez, não conseguiu escapar de um acidente envolvendo Ricardinho e Felipe Lapenna, que aconteceu à sua frente e foi obrigado a abandonar logo na primeira volta após a saída do safety car.

Com um bom ritmo de corrida, Cacá foi ganhando posições e quando entrou no box para fazer seu pit stop obrigatório já ocupava a 15ª posição. Neste momento, sua torcida ainda era para que algum acidente provocasse mais uma entrada do safety car, para se juntar aos primeiros colocados.

“Teve um momento da corrida em que as coisas pareciam estar dando certo e cheguei a pensar: ‘Parece que vai dar!’, quando estava em 15º. Naquele momento, ainda não tinha usado nenhuma vez o push to pass e se tivesse mais um safety car tinha uma boa chance de ir para cima do pessoal. Infelizmente, não foi o que aconteceu e o capô começou a levantar a cada volta. Além de tomar cuidado para o capô não voar, o carro ficou muito dianteiro e não tive o que fazer. Tentei fazer uma largada bem conservadora, mas mesmo assim acabei tocando no Max (Wilson) na segunda perna do S do Senna e isso já danificou o capô. A gente sabia que seria difícil, mas, mesmo com o capô inteiro, acho que teria conseguido chegar mais ou menos onde o Thiago (Camilo) chegou, que não seria suficiente”, disse.

O que Cacá não contava era que, após a parada de box, passasse a enfrentar mais uma dificuldade, desta vez com o seu próprio capô começou a se soltar. Com isso, a aerodinâmica do carro #0 da Red Bull Racing ficou bastante prejudicada e o pentacampeão não conseguiu seguir sua recuperação. O pentacampeão fez questão de terminar a corrida para receber a bandeira quadriculada em 20º, garantindo o vice-campeonato.

“O Marquinhos (Gomes) fez um grande ano e merece o título. A equipe dele fez um grande trabalho e estão de parabéns. Mas, não podemos esquecer que, o fiel da balança foi mesmo ter ficado de fora da etapa de Curitiba (em agosto). Naquele momento, eu liderava o campeonato e o Marquinhos era o terceiro, oito pontos atrás de mim, e naquela corrida ele somou 34 pontos. Infelizmente, isso me prejudicou muito e me fez chegar nesta etapa de uma combinação de resultados muito improvável. Com certeza, voltaremos em 2016 ainda mais fortes e com mais gana para faturar este hexa”, prometeu.

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