A estratégia da vitória, por Eduardo Bassani

Chefe da União Química Racing fala sobre o trabalho nos boxes da equipe para garantir a primeira vitória no ano

Diego Nunes soube ter paciência, pé pesado e cabeça para se manter entre os primeiros na segunda etapa da Stock Car, há uma semana no Velopark. Concluindo a corrida 1 em décimo lugar, o paulista garantiu o direito de largar em primeiro na segunda bateria. Ele conseguiu ficar à frente dos adversários, e mesmo com a pressão exercida por Valdeno Brito, conquistou sua segunda vitória na Stock Car.

O chefe da União Química Racing falou sobre a diferença de estratégia entre a primeira e a segunda bateria. “O Gustavo (Câmara, engenheiro do time) mexeu um pouquinho na calibragem para a segunda corrida e o Diego a cada relargada fazia uma volta de classificação. Então ele conseguia abrir um segundo, um segundo e meio, o que era vital para ficar pouco vulnerável ao push do Valdeno e também guardar os seus, porque fomos para a segunda corrida com apenas cinco acionamentos”, contou Eduardo Bassani ao site Terceiro Tempo.

“Nossa estratégia basicamente era a de quando o Valdeno chegasse, o Diego acionasse os push. Ele administrou isso tudo muito bem na pista, resolveu a situação. Aconselhamos ele a dar o último push na penúltima volta e escapar do Valdeno, e apesar de não estar muito bem de freios nas voltas finais, ambos usaram o recurso na penúltima volta – e também era o último do Valdeno. Aí o Diego teve a certeza de que venceria a corrida”, narrou.

Bassani também falou das mudanças na equipe para 2016 e a chegada do engenheiro Câmara. “Eu sempre pensei em trabalhar em uma equipe grande. Até pensei em vender a minha equipe para trabalhar em um time grande, mas o Gustavo conseguiu fazer da minha equipe um time grande em matéria de organização, montagem do carro, e acho que minha experiência (e idade) somada com a gana dele e a amizade com o Diego, todo o conhecimento casou e acho que vamos dar trabalho aos demais”, disse.

As expectativas para Goiânia são boas, segundo o experiente engenheiro. “Já fiz carros fantásticos para Goiânia e o Diego andou muito bem lá em 2015 na equipe do Mauro Vogel. Para Goiânia nós temos um acerto básico semelhante ao de Curitiba, onde tínhamos um carro fantástico. Acho que estaremos muito fortes, que é uma hora que precisamos nos consolidar, porque estamos em quarto no campeonato e temos a pretensão de estarmos competitivos lá. Isso deixará de ser pontual para ser frequente”, concluiu.